09 fevereiro 2010

Conversa de botas batidas

      E cá estou eu passando pelo que não queria. Ou melhor, pelo que achei que já tinha passado e não precisaria passar de novo. Confiar nas pessoas tem nisso: podemos quebrar a cara.

      Cada qual carrega um pedaço da nossa confiança, que funciona e serve pra diferentes situações. Uma das pessoas que mais cofiava me fez perder boa parte dessa confiança. Sei que todos erram e todos merecemos uma segunda chance. Mas terceiras e quartas não são assim tão fáceis.

      Queria poder dizer que tudo é passado. Porém não posso. Talvez nem queira. Só me resta pensar bem.

08 fevereiro 2010

Unplugged


      Queridas pessoas, por problemas técnicos as atualizações desse blog ficarão incertas. Motivo? Falta de acesso a internet.

      Não, não é culpa minha. Meu pai resolveu cancelar a conexão que tinha em casa a quase 5 anos e colocar outra. Só que não planejou direito as datas disso. Entre deixar de usar a primeira e começar a usar a segunda vai se passar algum tempo. Quanto eu não sei, mas isso vai me fazer falta.

      Vai me fazer falta conversar horas a fio, vai me fazer falta ler noticias e besteiras na internet, falta de escrever aqui. Não que eu seja viciado em internet, mas tem horas que é a melhor coisa a fazer.

      Vou tentar escrever o quanto puder, mas sei que os textos inspirados que me acontecem de madrugada não vai aparecer tão cedo. =/

07 fevereiro 2010

Quero passar um weekend com você

      Final de semana passou voando. De bloco pré-carnavalesco na sexta a bota fora de amigo no domingo, teve de tudo um pouco.

      Saí do trabalho na sexta já ansioso com o "Antes cedo do que nunca", um bloco que sai na semana anterior ao carnaval aqui em Aracaju. De grátis e bem animado, só não foi melhor por causa do calor. Já se passavam das 20h quando o bloco terminou e o tempo ainda estava quente e abafado. Cheguei em casa pregado de cansaço. Mas ainda tive tempo de bater um bom papo no msn até a hora de dormir.

      Sábado foi de morgação no começo do dia, de noite foi show na orla. Na programação The Baggios, Toni Garrido, Paralamas do Sucesso e Naurea. Devido a um problema particular só pude ficar até o show do Toni Garrido. Mas não posso dizer que o resto da noite foi ruim.

      Apesar da noite pouco dormida, domingo começou até melhor do que o esperado. Tarde de morgação devido à combinação sono+calor, depois bota fora do meu xará. E tudo terminaria bem se... (aguardem cenas do próximo capítulo).

06 fevereiro 2010

Conversas pela madrugada

      Você conhece uma pessoa a praticamente 5 anos. Andam, em boa parte das vezes, com a mesma turma, tem até o mesmo nome. Mas nunca passou de uma relação amistosa e um tante distante.

      Numa madrugada qualquer essa pessoa vem lhe pedir uma coisa. Você faz um comentário. Mais de uma hora depois, a conversa já vai sobre muita coisa que nunca tinham parado para falar na vida. E isso tudo é ótimo.

      Quem já conversou um tanto comigo sabe que não tenho problemas em falar sobre qualquer assunto que seja, só depende da situação e da minha empatia. Posso passar horas a fio conversando e acho isso maravilhoso. Quando faço isso com alguma garota já confundem com interesse. Bobagem alheia. Se tem algum interesse meu nessa história é sobre a conversa. Sei separar as coisas.

      Pode parecer besteira, mas vou dormir essa noite mais aliviado e também mais alegre por saber que posso contar com mais alguém para uma conversa qualquer. Valeu, Xará!

05 fevereiro 2010

Um aperto por dentro

      Esses últimos dias não tem sido nada fáceis. E por mais que eu tente ficar bem, algo dentro de mim não me deixa. Sabe uma sensação agoniante por dentro, como se a qualquer momento algo fosse sair de dentro de você? Então, é por aí.

      Desde o domingo que meu estômago anda estranho. Qualquer coisa que eu coma ele reclama e vez por outra ainda me devolve. Tenho dor de cabeça diariamente, fico tonto e as vezes com a vista turva. E não me perguntem o motivo.

      Depois que tudo que tem acontecido, sei que vou precisar me adaptar a realidade atual, por mais dolorosa que seja. Não adianta me iludir com o que vier a acontecer. O importante é crescer.

      Agora é tocar o barco a favor da maré...

Quando a maior vitória é lutar para aceitar a derrota

      Meus últimos tempos estão mais parecidos com uma guerra. Todo dia uma batalha, uma leão para matar. Já estava ficando sem forças e levantei a bandeira branca. Me rendi, para ter paz.

      Armistício proposto, negociações terminadas. Depois da terra arrasada, fui procurar algo que ainda pudesse ser recuperado. Encontrei algo que ficou guardado bem fundo, longe de tudo alguém pudesse achar. Só eu mesmo poderia saber que aquilo existia.

      Agora tenho que começar tudo de novo. Reconstruir meu lugar, plantar minhas esperanças e alimentar meus desejos. O frutos virão em algum momento. E então será a hora de saber a melhor hora de colher.

02 fevereiro 2010

Que pra ser o tal não é preciso ser sacana e banal...

      Acabaram os shows de verão no interior, começaram os da capital. Abrindo a programação do Projeto Verão 2010, ontem tivemos shows na Rua da Cultura. Na ordem, Maria Gastona, Kararoots, Móveis coloniais de Acaju e Alapada.

      Maria Gastona, uma banda de samba só de garotas (bonitas) que começou literalmente de uma brincadeira e hoje está se tornando uma coisa bem legal. Não digo séria porque se elas ficarem sérias, perde a graça.

      Depois teve o show de Kararoots, tocando raggae. Sinceramente, não curti muito a banda não, mas para não perder o bom humor, fiquei tirando sarro dos integrantes. =D

      No show de Móveis Coloniais de Acaju, a coisa mudou de figura. Apesar de não conhecer uma música inteira, tenho que admitir que os caras sabem animar uma platéia. Até sem som, depois que o do palco deu problema. Um comentário: não sei se é porque a música deles é bem animada e animadora, mas o número de beijos lascivos por metro quadrado em volta era ALTÍSSIMO. Juro que fiquei com inveja. Malditas pessoas que tem com quem fazer isso (ou não tem impedimento moral para tal).

      Como não faço questão de ver Alapada, corri pra casa. Já era mais de 2h da matina e meu sono anda meio atrasado.

01 fevereiro 2010

Primeiro de agosto


      Em algum momento do ano passado eu vi o clipe de uma banda chamada Transmissor. Mineiros de BH, a música em questão era bem legal, com uma letra interessante e um clipe criativo. Procurei mais coisas do grupo, mas o que ficou mesmo foi a primeira audição.

      Primeiro de agosto (nome da música) fala da superação de uma relação terminada. Como acho que todas as pessoas passam por isso pelo menos uma vez na vida, não preciso ficar dizendo o quanto isso pode ser doloroso. E parece que os primeiros estrofes tem algo a calhar com meu momento atual.

"Já não passo o tempo sem contar
Janeiro, tudo fora de lugar
Fevereiro é só escombros
"

      Ué, fevereiro começa hoje e já são só escombros??? Sim, é isso mesmo. De uma forma ou de outra, fevereiro vai ser só escombros. Alguma coisa que foi fudamentada num alicerce instavel não vai se manter de pé para sempre. Uma hora cai para que outro alicerce mais forte seja utilizado e reconstruir tudo leva tempo. Ou para que nada mais se construa.

      E o tempo vai seguir assim, até que uma solução seja encontrada.

31 janeiro 2010

Pagina virada

"Onde foi nossa magia?
Nosso mundo encantado
Foi sofrendo lado a lado
Que o amor perdeu a cor...
Chegamos ao fim tá doendo sim
Eu chego a perder a voz
Só resta chorar e se desculpar
Pelo que restou de nós..."

29 janeiro 2010

Recadinho de geladeira

      Logo mais estarei indo para a Caueira (praia do município de Itaporanga D'Ajuda) e só volto domingo. Sei que ninguem vai morrer por sentir minha falta, então até a volta.

28 janeiro 2010

Recomeço

      Mais um dia está começando, mais uma página virada. Tudo que eu era ontem, ainda sou hoje. E mais um pouco.

      Se algo termina um dia, outras tantas começam no mesmo instante e se não parar pra colocar as coisas em ordem, fico sem saber o que fazer. Aconteceu comigo no final do ano passado, dei um tempo em tudo que poderia dar e arrumei minhas idéias. Várias ainda ficam foram de ordem e não devo resolvê-las por enquanto. Outras tantas pedem solução urgente.

      E tem uma que não vejo solução aparente. Não com a percepção que tenho no momento. Já passei por coisas parecidas antes e consegui me recuperar. Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima. Mas fazer isso é deixar pra trás o que realmente me faz falta. E já tem tanta lacuna da minha vida, tenho medo que ela se torne um vazio.

      Queria não estar passando por isso, nem ter ouvido e lido o que tive que ouvir e ler. Cabe a mim aceitar esse fardo, sob pena de deixar de ser eu mesmo.

      Recomeçar não significa esquecer tudo. Quer dizer, tão somente, que posso fazer tudo diferente.

27 janeiro 2010

Cada dia, uma página


"A vida é um livro em branco
Do qual não escrevemos nem fim, nem começo
Autores somos somente do meio.

Não procure índice ou prólogo
nunca se sabe
quantos capítulos em cada livro cabe.

Cada dia, uma página
com suas letras e imagens
e não se preocupe com as margens.

O ponto final é o menos desejado
e por mais que seja esperado
não será realmente o fim
enquanto as histórias do seu livro
continuarem a serem contadas...

25 janeiro 2010

Sinopse 3

      Pra começar: Me lasquei!!! Atrasei um POUCO meu festival. Estou com um saldo MUITO negativo, devido à preguiça e ao desconforto térmico. Logo, a culpa não é totalmente minha. Acho.

      Do dia 15 até hoje (se passaram 10 dias) assisti somente 2 filmes. Em casa acabei vendo "Gaiola das loucas", filme de 1996 com Robin Williams e Gene Hackman. Comédia deliciosa, conta um pouco dos problemas que pessoas gays tem que passar nessa vida. Além do mais, Robin Williams é um tremendo ator. Recomendo muito, principalmente para quem anda precisando rir um pouco.

      O outro filme fui ver no cinema: Sherlock Holmes. Estava com uma certa expectativa quanto a essa película, pois já li vários dos contos do detetive britânico. E, sinceramente, não gostei. O diretor quis mostrar uma caracterização muito diferente dos escritos, o que me fez ter má vontade com o filme. Acho que só os últimos 20 minutos tem algo parecido com o que já tinha lido. Como aproveitei uma promoção e paguei 3 reais no ingresso (além do filme, ainda tinha direito a ar-condicionado nesse calor dos infernos), não vou reclamar mais. Mas não recomendo.


Placar: 7 filmes em 15 dias.

23 janeiro 2010

Torrando



     O mês de janeiro vai chegando ao fim, o Pre Caju está na rua (e longe de mim, ainda bem) e o calor continua matando. Ou seja, é verão. \o/

     Meu festival pessoal de filmes está beeeem atrasado, mas nada que uma maratona no final de semana não resolva. Acho que uns filmes mais animados vão me fazer bem.

     Queria muito um arcondicionado. Ou uma chuva. E que depois não ficasse aquele tempo abafado. Isso me desanima. =P

20 janeiro 2010

Droga!!

      Eu só queria dormir. Acho que não é nada demais. Na verdade, uma necessidade básica do ser humano. Só que não tenho conseguido.

      Ontem o dia foi atípico. Não acordei quando queria, perdi a hora para o trabalho e ainda estou com sintomas de virose. No trabalho foi o marasmo de sempre, com o aditivo da moleza corporal. Chegando em casa, pensei que ia conseguir descansar, mas o calor não deixou. Saí no final da tarde para ajudar alguém que merece toda a minha dedicação. Voltei para casa cedo, pensando em logo poder dormir. Enganado estava eu...

      Tomei um banho para refrescar, deitei cedo e tentei dormir. Depois de várias horas rolando na cama sem sono, resolvi escrever isso aqui. Não vai me dar sono, no entanto passa o tempo.

17 janeiro 2010

Felicidade, passei no vestibular!!

      Não, não fiz vestibular de novo. Aproveitei o refrão da música do Martinho da Vila, que vira hit nas AMs durante o final de semana do resultado do vestibular da UFS, para deixar aqui minhas felicitações ao meu irmão gordo e a minha vizinha.

      Pra começar, meu irmão é Phoodda. O guri é muito cdf. Já tinha passado no vestibular da UFPE, chegou a ir pra lá mas não deu certo. Depois de 2 anos, sem estudar nada, com menos vagas por causa das cotas, e ele fica em 4º lugar no curso de Sistema de informação.

      E depois, mas não menos phoodda, a aprovação da Maisa para medicina, tendo como complicações quase as mesmas coisas que meu irmão (exceto que ela estava estudando para o vestibular). E a felicidade da família foi tanta que hoje fecharam a rua e fizeram festa do dia inteiro. Bebida, comida, música (tá, algumas de gosto duvidoso, mas ela podia tudo hoje), vários carros na frente da minha garagem impedido que eu pudesse sair de casa, amigos, vizinhos. Enfim, a farra foi boa. Ou melhor, está sendo boa, porque ainda escuto música e gritos vindo do outro lado da rua. Nesse momento me parece um arrocha. Kkkkkkkkk

      Dia de morgação e maresia em casa. Enfim, hoje é domingo.

16 janeiro 2010

Das banalidades*

      Imitanto um pouco minha amiga Sibelle, venho reproduzir um diálogo engraçado que aconteceu a alguns segundos:

(telefone toca, eu atendo) - Alô?

-Ué, porque você me atendeu? Não era para atender não!!

-Desculpe, não sabia. Da próxima vez manda uma mensagem antes dizendo que não é pra atender. Beijos!

- Beijos!

Ouvindo o tempo passar



      Faz uns 3 ou 4 dias que fiz minha primeira lista de reprodução de verdade no micro. Tenho uma pasta chamada "Playlist", com as músicas que gostei dos artistas novos que andei ouvindo, porém ela é bastante eclética. Para ajudar no clima dos últimos dias, refinei a lista.

      Uma mistura de melancolia e solidão que me fazem pesar mais a sério na vida. E também tem outro detalhe: ouvir as vozes maravilhosas de cantoras como a Ceumar, a Cibelle e da Zoe Deschanel (essa é mais atriz que cantora) fazem um bem para a alma. Mas não tem somente mulher não. Mick Jagger, por exemplo, também dá o ar da graça por aqui.

      A lista toda tem mais de 50 músicas e não vou aqui ficar escrevendo todas. Mas segue as mais indicadas (por ordem que aparecem na minha lista, não por preferência):

01 - Diga-lhe que mando a meia - Bicicletas de Atalaia (banda sergipana)
02 - Silenciosa - Monica Salmaso
03 - Change is hard - She & Him
04 - Old habits die hard - Mick Jagger
05 - Lá - Ceumar
06 - Esplendor - Cibelle
07 - Natural luz - Ellen Oleria
08 - Xote da saudade - Fulorando
09 - Tap at my window - Laura Marling
10 - Santa Chuva - Marcelo Camelo
11 - Años - Mercedes Sossa
12 - Mesmo sozinha - Nando Reis
13 - Nada pra mim - Patu Fu
14 - Passarinho - Tiê
15 - Ontem - Villa Carmen (outra banda sergipanda)

      Bem, fica a dica. Inté mais.

15 janeiro 2010

Sinopse 2

      Cinema é sempre uma surpresa, não? Pelo menos os bons filmes me fazem pensar assim.

      Fui tentar terminar de ver "A festa da menina morta", dessa vez sem o sono como companhia. E sabe de uma coisa? O filme é ruim. Como a Clara escreveu no comentário do post anterior, não entendi que mensagem o diretor quis passar. Também não tive saco para vê-lo até o final. Talvez seja um filme para pessoas que gostam de filmes complexos.

      O segundo filme da sessão foi "A rosa púrpura do Cairo". Sempre tive a impressão que era um filme dramático, como Casablanca. Ledo engano!! É uma deliciosa comédia, que usa o encanto do cinema como base para sua história. Não sou muito fã de filmes antigos, mas esse está recomendado. =D


Placar: 5 filmes em 5 dias.

14 janeiro 2010

Sinopse

     Mantendo a programação do festival "100 filmes em 100 dias", assisti "21g" nessa quarta. O filme é ótimo e muito recomendado, praticamente indispensável. E traz dois dos melhores atores que conheço: Sean Penn e Benicio del Toro.

     Já era fã do Sean a muito tempo, por trabalhos como "I am Sam" (Uma lição de amor), "Sobre meninos e lobos" e "Os últimos passos de um homem". Na mesmo época de "Sobre meninos e lobos" eu vi "21g" e me vi fã do seu trabalho. Depois disso ainda vi "A grande ilusão" e "Milk". Nunca viu nenhum desses filmes? Então corra atrás deles. RÁPIDO!!!

     Já o Benicio del Touro eu prestei atenção mais recentemente. Também tem trabalhos maravilhosos como "Os suspeitos" (melhor filme de suspense que já assisti), "Traffic" e "Snatch". Mais recentemente vieram "Sin City", "Che" e "Coisas que perdemos pelo caminho". Esse último também já entrou na contabilidade do projeito, pois o vi na terça feira. Isso já dá 3 filmes em 3 dias. \o/

     Mas eis que eu estava empolgado e tentei aumentar a minha marca. Fui de filme nacional. A primeira tentativa foi "A dama da lotação", filme da época que o Nuno Leal Maia era garotão. Baseado no livro de Nelson Rodrigues, não consegui ver nem 30 minutos de filme. Não por ele ser velho e ter aquele clima de chanchada, mas por achar fraco mesmo. Acredito, porém, que na época que foi lançado deve ter feito estrago.

     Para não cometer o mesmo erro duas vezes, fui ver "A festa da menina morta". Só que estava cansado e com sono. Até o momento que dei pausa, o filme estava muito parado, praticamente se arrastando. Vou dar uma segunda chance a ele.

Placar: 3 filmes em 3 dias.

Conto noturno



      "Depois de uma noite num bar, hora de voltar para casa. Muita coisa se passou na cabeça até que a terceira ou quarta dose de destilado esterelizasse tudo. Agora, já tinha esquecido o que lhe incomodava e andava pela rua deserta, escura. Os postes pouco faziam, iluminando pequenos pedaços da calçada logo abaixo deles. A noite fria e solitária lhe fazia companhia, seguindo seus passos vacilantes.

      No caminho, alguns transeuntes e prostitutas procurando diversão barata e sem compromisso. Aquela área da cidade, que já fora punjante um dia, hoje nada mais era que um decadente distrito comercial. Como acontece na maior parte das áreas assim, durante a noite virava uma terra de ninguém. Ou de todos, depende de como você prefere ver.

      Estava cansado de caminhar, havia trabalhado muito o dia inteiro e bebido mais do que o normal para uma quarta feira. Tomou então um beco para cortar caminho. Quem entra num beco e sai do outro lado, nunca mais é o mesmo. Nos becos tudo se concentra. E tudo se desfaz.

      Becos deveriam ser evitados à luz do dia, quem dirá na escuridão da noite. Mas isso não era uma opção para o momento, era uma necessidade, quase um imploro do corpo. Sem muito pensar a respeito adentrou no beco. Em pouco tempo já havia sumido no breu misterioso.

      E aos poucos foi se sentido vigiado, como se as parades tivesses olhos e os lixeiros tivesse boca. Sussurravam coisas sem nexo, confundindo ainda mais sua mente alcoolizada. Sem perceber, seus passos foram ficando menos firmes. Menores. Era difícil distinguir qualquer coisa naquela escuridão. Procurou uma parede para se apoiar e seguir em frente, mas essas também haviam indo embora com a falta de luz. Em pouco tempo estava acometido por uma sensação estranha, um sufuco. Então caiu.

      Sabia que estava no chão porque suas mãos apalpavam o mesmo lugar que os joelhos se choracaram. Não havia dor. Havia medo. Logo ele, acostumado aos caprichos da noite sombria. Começou a sentir a garganta seca, os olhos afogados. Chorou.

      Houve um barulho. Um estalo. E então, um golpe lhe atingiu as costas. Pensou que não teria mais chance de viver. Não importa o que fosse, ele não tinha mais forças nem coragem de revidar. Fugir? Sem chance. Alguns segundo se passaram até conseguir abrir os olhos e no entanto viu quase que todo sua vida passar. Não como um filme, mas como um álbum de fotos, daqueles velho e já sem emoção. Quando a contra-capa do cobriu a última foto, ele percebeu o que lhe havia derrubado: um gato.

      Apagou. Como num sonho, se viu num mundo diferente, porém familiar. Prestando atenção no que lhe cercava, encontrou tudo aquilo que lhe amedrontava. Seus temores e fraquezas estavam ali, todos expostos e encarando-o. Percebeu que só sairia dali, só despertaria quando tivesse derrotado todos eles. Um a um eles foram caindo, até que não restou mais nada.

      Não sabe quanto tempo esteve ali, deitado. Não sabe o que se passou no mundo naqueles momentos em que esteve distante, mas ainda era noite. Levantou, decidiu para que lado seguir e foi em frente. Ainda zonzo, trôpego e desorientado, porém sempre em frente. Ao chegar no final do beco, percebeu que o sol nascia em alguma direção, deixando o mundo mais claro. Nessa hora sentiu como se uma parte dele tivesse desprendido do seu corpo enquanto esteve dentro do beco. Se sentiu leve. Renovado. Decidiu que era hora de mudar de vida. E seguiu na direção oposta a sua casa. Já não era o mesmo para chamar aquilo de lar.

13 janeiro 2010

Mesmo sozinho*



"Uh... Baby!
Sabe do que eu sinto saudades?
Do seu sorriso de manhã
E do quarto tão desarrumado"


*Música do Nando Reis

12 janeiro 2010

7ª arte



     Desde meados de novembro passado que eu tinha um objetivo: zerar minha lista de filmes a assistir. Tudo parecia ir bem até que um bom acontecimento (agora tenho um quarto só para mim) me tirou a possibilidade de vê-los. Como sou brasileiro (não desisto nunca e sempre dou um jeitinho), acabei roubando a poltrona reclinável da sala e levando-a para o quarto. Agora sim eu tenho um quase-cinema em casa. Só falta uma tela maior.

     Então ontem comecei meu projeto pessoal "100 filmes em 100 dias". Até o dia 20 de abril pretendo ver os 100 filmes da minha despretenciosa listinha. Alguns eu já vi, mas pretendo ver novamente por achar que a primeira experiência não foi completa. Outro tanto são filmes indicados por pessoas de opiniões valiosas, logo merecem minha consideração. A grande maioria são apostas mesmo. Na medida que for assistindo (e achando que vale a pena) vou dando aqui dicas ou avisos de "atenção" contra as atrocidades.

    Para começar o festival, escolhi "Foi apenas um sonho", com o casal Titanic (Leonardo DiCaprio e Kate Winslet). Um drama sutil, sobre como nossos sonhos de vida se perdem. O final é pesado e quem tem problemas com gravidez e aborto não deve assistir o filme. Recomendo!

11 janeiro 2010

Estrada de nós dois...

      O final de semana passou voando. Como a muito não fazia, me divertir com meus amigos pelas ruas de Laranejeiras, pelos espaço da República, pelas areias da Aruana. "Tanto riso, ó; quanta alegria" - diz aquela bela música de carnaval. E houveram sim os risos e a alegria, como também existiu a cerveja, o calor e tristeza. Só achei que faltou uma coisa. Um alguém.

      Um alguém para segurar minha mão, me dar um abraço apertado, servir de escape. Não nasci para viver na farra, por mais que seja a farra que me seja agradável, pois eu gosto mesmo é do meu mundo tranquilo. E ele anda um tanto intranquilo demais...

      Não existe alegria completa quando sua cabeça está pensando numa pessoa que não está com você, não quer você. Não vou mais um vez agor impulsivamente, estou cansado desses arroubos, desses exageros. Isso não me faz demonstrar que você* é especial, me faz mostrar que não sei o que fazer. E dessa vez eu sei o que vou fazer (só não sei se vou conseguir).

      O tempo há de ser meu amigo e meu guia. Tenho medo do que você* pode fazer (mais contigo do que comigo), mas não me cabe mais tentar mudar nada. A escolha não foi minha.

      Meus desejos vão continuar os mesmos enquanto eu acordar te vendo no porta-retrato. Ainda são teus olhos que me dão bom dia. Pena que são só os olhos...

      Quem sabe, talvez um dia, ainda escutemos essa música e lembraremos como esse tempo difícil foi importante. Necessário.

Outra vez
Nós de novo outra vez
Contra todas as certezas vim
Enfrentando a correnteza
E te encontro outra vez
Quem diria, outra vez
Que presente de surpresa assim
De repente a natureza nos propiciou
Nós de novo, amor
Vem
Quero te propor
Vem
Seja como for
Nem me lembro de tristeza em mim
Não há como essa beleza encontrar um fim

Outra vez
Nós de novo outra vez
Eis o tempo da clareza enfim
Plena de delicadeza
Nosso jogo outra vez
Novo dia,
Nossa vez
Que nobreza de puro marfim
Nos seus olhos a certeza de quem regressou
Ao primeiro amor
Foi
Tempo que passou
Foi
Tempo que chegou
Preparando a estrada de nós dois
Nem importa o que essa vida vai trazer depois.

Estrada de nós dois - Bruna Caram

10 janeiro 2010

Everything i own

You sheltered me from harm
Kept me warm, you kept me warm
You gave my life to me
You set me free, set me free

Of all the years I ever knew
Those finer ones I spent with you

I would give everything I own
Give up my life, my heart, my home
I would give everything I own
Just to have you back again

You taught me how to cry
I don't know why, just don't know why
You told those lies to me
You set me free, set me free

Of all the years I ever knew
Those finer ones I spent with you

I would give everything I own
Give up my life, my heart, my home
I would give everything I own
Just to have you back again
Just to hold you once again

If there's someone you know
That won't let you go
And is taking it all for granted
You may lose them one day
Someone take them away
And you don't hear a word they say

I would give everything I own
Give up my life, my heart, my home
I would give everything I own
Just to have you back again

Revirando meu baú de velharias, achei essa música...

Ontem eu sambei...



      O afastamente de fim de ano do blog me fez não divulgar mais uma vez o verão aqui no estado. Para quem leu o relato do ano passado, vou avisando: é tudo no mesmo esquema. E ainda melhorou um pouco.

      Não estou no mesmo pique do ano passado, mas ao menos fui para o primeiro evento do Verão Sergipe de 2010. O festival de Laranjeiras, no seu primeiro dia, foi muito bom. Pra ficar melhor só faltou um pouco mais de vento (e uma chuva).

      Grupos folclóricos desfilando pelas ruas calçadas em pedras antigas da cidade faziam as saudações a quem reverenciou mais do que os shows de artistas renomados que aconteceriam mais tarde. São Gonçalos, taieiras, sambas de cocos, parafusos. Esses eram alguns tipo de apresentações. Quem viu, gostou.

      Para fechar a noite, Vanessa da Mata e Olodum. Primeiro entrou a cantora mineira, que fez todo mundo cantar. Já a percussão baiana botou o povo pra dançar.

      Como os relatos andam menos empolgados do que o normal, deixo aqui o link para o site com mais informações sobre as festas: Verão Sergipe.

08 janeiro 2010

Gotas e lágrimas.

"A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranquila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor"

     Tom criou isso em algum momento da vida. Entendo o que ele quis dizer com "lágrima de amor", só não sei se como algo que acontece sempre com quem ama ou se é somente sobre términos.

     Eu, agora, ando derramando tais lágrimas. Não porque achar que é o fim, mas por achar que é algo que faz parte do processo de amar. E em breve elas viram gotas de orvalho de novo.

07 janeiro 2010

Drão

"O amor da gente é como um grão
tem que morrer pra germinar..."



"Não há o que perdoar
por isso mesmo é que há de haver mais compaixão..."

06 janeiro 2010

Leve desespero

      O ano começou trazendo novos ares e ainda assim perdura em mim uma sombra. Como se pouco houvesse mudado, algo me incomoda. Mais que a própria mudança.

      Sabia que a simples mudança de datas num calendário não faria com que tudo fosse diferente, que todo o meu pessimismo se dissipasse. Para somar a esse resquício de 2009, um fato e uma notícia me fazem querer voltar a achar que nada vai dar certo.

      O fato em si foi muito doloroso e ainda assim acredito que ele veio para corrigir alguns problemas. No fim, ele vai fazer crescer o que nunca deveria ter sido podado.

      Já a notícia me preocupa mais, pois é algo crítico. É o tipo de coisa que não se quer que aconteça, mas elas acontecem. Agora é torcer e desejar o melhor para que o final seja feliz.

05 janeiro 2010

Olá

      Esse texto nao é fruto de um impulso. É resultado de vários momentos de escritas e edições. Não é muito meu jeito de escrever, mas dessa vez achei que precisava ir com calma.

      A razão desse texto é exatamente onde você o lê: o blog. Não vou falar aqui o que acho ou o que deixo de achar de blogs, do que gosto ou do que me faz escrever. Dessa vez escreverei sobre como e quanto ele mudou minha vida. E, acreditem, não foi pouca coisa.

      No princípio foi para desabafar e colocar pra fora toda amargura e tristeza que tinha dentro de mim devido ao fim de um namoro. Como em toda primeira vez a coisa toda foi estranha. Por mais que possa haver um mínimo de privacidade é díficil se expor a todos de uma hora para a outra. E decidi também que preservaria o nome das pessoas sempre que pudesse. Me restou, então, escrever.

      A primeira postagem não foi a mais difícil. Eu costumo lidar bem com novas situações, me sindo a vontade com uma certa facilidade. Complicado mesmo foi depois de algumas postagens tentar entender o que se passava. Estava eu escrevendo para alguém ler ou somente para me livrar dos pensamentos? Depois que encontrei parte da resposta, aí sim blogar virou um prazer e, por vezes, uma necessidade.

      Comecei contando pequenas histórias do dia a dia, sobre as músicas que escutava e um pouco de como me sentia. Relendo algumas das postagens iniciais me relembrei do que se passou em cada dia desse. Pra mim isso é o me mantem escrevendo: me ajudar a relembrar um sentimento, uma cor, um lugar e, principalmente, pessoas e momentos.

      Sempre achei que blogs pessoais (como esse meu) fossem um meio de comunicação de via única, que o retorno seria mínimo. Puro engano. Se no começo os comentários partiam de pessoas que já me eram próximas na vida real, ao longo do tempo esse perfil mudou bastante e desconhecidos se tornaram o público principal. Eu também fui me sentindo mais a vontade para comentar nos blogs alheios, chegando ao ponto de conseguir uma namorada (bem real, nada de virtual)!!

      Com algumas pessoas eu perdi contato, com outras eu estreitei mais e assim cheguei a conclusão que o blog se tornou mais uma porta de entrada ao meu conjunto de relações pessoais. Não vou listar aqui os nomes, porque sei que vou esquecer de vários, mas deixo aqui aberto todo meu contentamento com cada comentário que li e com cada palavra que troquei por msn ou telefone ou pessoalmente.

08 novembro 2009

Hiato

Esse blog vai entrar num hiato. Não sei se ainda volto a escrever nele. Para todas e todos que o acompanharam ou ao menos passaram uma vez aqui, muito obrigado.

Traição



      Vou fazer como você* fez. Se minha atualizações tristes podiam levantar suspeitas, sua postagem escancara tudo. Então pelo visto não tem mais nada a preservar.

      Eu me sinto traído. O final de tudo poderia ter sido outro se ao menos você tivesse pensado o mínimo em mim antes de fazer o que você* fez. Não foi nada?? Meu coração diz outra coisa.

      Tenho problemas com traição e nunca lhe escondi isso. Sempre falei que não importa o que fosse acontecer como consequência de algo, o importante era jogar limpo.

      Difícil manter uma relação quando não se tem confiança na outra parte.

06 novembro 2009

Um ponto



      Esse blog é feito, antes de tudo, por palavras. Que juntas, em algumas linhas, relatam parte do meu mundo. No final da linha, há quase sempre um ponto. Que pode continuar na linha seguinte ou pode ser um final.

03 novembro 2009

Ressaca de whisky paraguaio



      Antes de mais nada, gostaria deixar claro que não sou apreciador da bebida oriunda das terra dos Highlanders. Não sou um grande consumidor de álcool, menos ainda de whisky. Para ser mais exato, o único que tomei e não fiz cara feia foi um J. Walker verde. Ainda assim não dá para viver bebendo sempre, uma garrafa dessas é muita cara.

      Estava eu pensando com meus 3 travesseiros sobre o porque desse ano as coisas estarem dando tão errado. E me lembrei de algo que se passou na virada do ano de 2008 para 2009 que talvez possa ajudar a entender essa minhas fase. Explico.

      Lá no trabalho houve distribuição de brindes por parte de uma empresa que presta serviço (sabe como é, tentando agradar para manter o faturamento), sendo a maior parte vinhos e whisky. Fui contemplado com uma garrafa de vinho tinto e uma garrafa de Bell's. E acho que foi aí que a coisa desandou.


      Começar o ano tomando whisky vagabundo está me fazendo ter uma ressaca espiritual durante todo o ano e só vai ser resolver quando eu tomar algo que preste no reveion desse ano. Então vou juntar uns trocados e comprar um garrafa de tequila. Mas só vou tomar uma dose. Prometo. =D

02 novembro 2009



Lá onde o sol descansa
Amarra sua luz no vento que balança
No veio do horizonte o meio que arredonda
Um caminho de paz
Lá onde a dor não vinga
Nem mesmo a solidão extensa da restinga
Até aonde a vista alcança é alegria
Um mundo de paz

Lá onde os pés fincaram alma
Lá onde os deuses quiseram morar
Lá o desejo lá nossa casa lá

Lá onde não se perde
A calma e o silêncio nada se parece
Nem ouro , nem cobiça, nem religião
Um templo de paz

Lá onde o fim termina
Descontinua o tempo o tempo que ainda
Herança que deixamos do nosso lugar
Um canto de paz



Música da Ceumar

26 outubro 2009

Cena de cinema



      Eu adoro fazer programações aqui. Do tipo planos para alguma coisa. E no geral não consigo (ou desisto) de fazê-los. Como nesse ano tudo está às avessas, vou aqui colocar mais um objetivo.

      Eu gosto de ver filmes. De todos os tipos, respeitando meu alinhamento com plutão e a cotação da moeda nacional do Guiné-Bissau no momento de vê-los. Nacional, estrangeiro, falado em português, inglês, espanhol, francês, javanês. Se tiver legenda pra facilitar o processo é melhor. Principalmente os em javanês.

      E eis que estou aí na maresia malemolente de férias, sem ter muito o que fazer. Então resolvi ver filmes. Muitos. TODOS. E mais alguns depois. Já re-assistir a trilogia do senhor dos anéis (vai frodo!!), vi Maverick, Cartas à mesa, Gran Torino, A máquina e Hotel Ruanda. Só que ainda tenho uma lista enorme de filmes esperando apreciação desde o carnaval. E não são poucos.

      Além do home vídeo tem também algumas películas me aguardando no cinema. Bastardos Inglórios é um deles. Outro é Besouro. Esse segundo faço questão de pagar todos os reais que forem necessários, pois nosso cinema (e nossa gente) carece de hérois mais próximos (mas não deixem de ver Watchmen uma vez na vida) a nossa realidade. Parece ser um ótimo filme. Como sei?? Vendo o trailer, ué!

      Vou descansar um pouco os olhos, porque amanhã tem mais sessão.

Questão de escolha

      Mais uma madrugada em branco. Desde 3:15 da madrugada que estou acordado, sem conseguir pregar o olho. O jeito foi passar o tempo perambulando pela internet, procurando coisas sem importância. Foi então que encontrei um debate bastante interessante, do qual vou dar minha opinião logo abaixo. Só peço desculpas porque não salvei o link de onde rolava o debate (meu navegar só guarda o histórico dos últimos 5 sites visitados e o referido endereço já se perdeu, óbvio).

      A pendenga toda estava relacionada ao tipo de homem que as mulheres gostam. Basicamente se enquadram em dois tipos: o macho e o cara sensível. Não me pergunte de onde vem essa classificação, pois quem entende delas são as mulheres (e alguns gays). Mas, ao que me parece, macho é o cara que parece que sabe pegar mulher de jeito e deixá-la sem reação. O sujeito sensível seria todos os outros que não se encaixam nessa categoria.

      Aí chega-se ao ponto: porque não é possível um homem ser macho e sensível ao mesmo tempo? Todas as mulheres adorariam ter um desse ao lado e assim o problema de infidelidade feminina estaria terminado (porque, dizem por aí, mulher só traí por vingança ou porque o homem dela não dá conta), enquanto os homens ainda estariam fadados ao triste destino de trair por esporte.

      Eu, sendo franco, nunca fui enquadrado pelas garotas como um cara macho (na verdade, algumas garotas que não me conhecem acham que sou gay). Acho que pra isso o cara tem que ter cara pegador (coisa que, absolutamente, não tenho). E ser pegador. Só que isso tem um problema: se o cara é pegador, não se contenta com uma mulher só (ou enjoa rápido dela). E aí a mulher ficar querendo mais e não tem. Resolve procurar um porto seguro onde amarrar o cavalinho. Eis que surge o homem sensível, aquele que a escuta e a valoriza como ser humano, não somente como peito, bunda e perna.

      Só que a mulher começa a sentir falta da pegação do macho e... larga o homem sensivel para encontrar um macho para chamar de seu. E assim o ciclo começa.

      No entanto, dificilmente a questão acontece no sentido inverso. Sim, homens gostam de mulheres safadas. E essas adoram pisar neles. Então eles procurarm as garotas sensíveis. E aí é tudo igual, como acontece com as mulheres.

      Sabem de uma coisa? Eu não vou mudar meu jeito de ser pra fazer pose de garanhão. Sempre fui alguém que conquistou garotas com conversa e ações simples do que em beijos de filme pornô. E acho que sei "amassar" direito quando quero (ou preciso). Por aí mesmo: não fico fazendo propaganda do que não sou. E espero que não fiquem me imaginando sem me conhecer.

      Sensível, macho, safada ou santa, todo mundo quer alguém. O negócio é saber escolher...

23 outubro 2009

"Se eu pudesse entender o que dizem teus* olhos..."



      ... talvez tudo fosse mais tranquilo. Afinal de contas, não é fácil ser a expectativa de outra pessoa.

      Em algum momento dessa estrada começamos a trilhar caminhos diferentes, como se nossos desejos passassem a se repelir. Não olhamos mais para a mesma direção.

      Não acredito que vivíamos uma ilusão, tudo era real demais para pensar que acabaria num estalar de dedos. Então me pergunto: o que aconteceu?

      Talvez você* diga que eu sei o que aconteceu e que isso não é nada simples de superar. Mas a pergunta tem outro sentido: o que aconteceu com a gente? Não nos deixamos, mas parece que fomos nós que partimos, que fomos embora. Depois de tantos nos apoiar, esquecemos que precisamos um do outro para podermos sermos o que sonhamos.

      Não me cobre o que eu não sei, não espere de mim algo que não imagino que você queira ou precise. Nesse momento melhor é não contarmos com as entrelinhas: não estamos conseguindo interpretar o que se encontra escrito em nossas testas, como letreiro luminosos.

      Chegamos no momento em que temos acreditar não no que percebemos, no que damos uma ao outro; temos que acreditar naquilo que desejamos, que queremos.

      E eu quero você*.

22 outubro 2009

Alvorada


O sol chegou...
No horizonte se anuncia
a chegada
do que estar por vir
na estrada.
Nessa hora,
em que o dia nasce,
é que o frescor da alvorada
bate.

20 outubro 2009

A chapa ta esquentando



      Cada ano que passa sofro mais com esse clima maluco. A pouco saímos do inverno, entramos na primavera, só que tenho a sensação de que o verão chegou bem mais cedo. E mais forte.

      Tudo bem que a primavera aqui sempre foi quente e seca, no geral passamos praticamente 2 meses sem chuva. Só que ficar sem vento e no abafado já é demais.

      Quando dá 8h da manhã, já parece que são meio dia. Quando da meio dia, parece a ante-sala do inferno. Às 14h o tinhoso tá tomando banho de piscina na sombra pra se refrescar.

      Engraçado foi ver no jornal que a temperatura não ultrapassaria 29º. Isso deve ser dentro do estúdio onde o programa foi gravado, porque agora, nesse momento que escrevo, procurei em 3 sites diferente e a média da temperatura deu 28º. O detalhe é que são quase meia noite...

      Olhei aqui e vi que a quantidade de chuva que deve cair até o final do mês chega a espantosos 60 mm. No inverno chove isso em questão de 2h. Em um único dia, que fique claro.

      Eu sofro com calor. Estava tentando dormir quando levantei da cama suado. Vou ter que tomar outro banho pra tentar dormir, de outra forma, vou pro quintal. Lá é mais fresco que meu quarto...

(Quase) Tudo registrado



      Parando para pensar esses dias (sabe como é, a falta do que fazer leva a isso), fiquei matutando o quanto da minha vida eu conseguiria (re)descobrir fuçando meus registros relacionados à internet. E percebi que é muita coisa.

      Desde o final de 2004 que salvo quase todas as minhas conversas no msn. Essa é, talvez, a parte mais importante das minhas memórias binárias. Muita coisa já aconteceu nessa janelinha que vez por outra pisca na barra de programas do windows. Vez por outra me pego relendo as conversas com alguém, pra relembrar algo ou perceber como as pessoas mudam. E todos mudam. E muito.

      Meus primeiros passos no orkut também são do final de 2004, só que se dão numa freqüência bem menor. Nunca fui muito fã de ficar pendurando no orkut mandando scrap ou esperando depoimentos. Serve muito mais como agenda de aniversário e meio de contato não instantâneo. Ainda assim tem bastante coisa importante da minha vida por lá. Não costumo apagar scrap, exceto os com vírus/propaganda/vídeo/imagens gigantescas.

      Este blog vem desde meado de 2006, muito mais como uma forma de desabafo do que qualquer outra coisa, mas ele não me impediu de criar e manter relações com pessoas que eu nem imaginava conhecer um dia.

      Ainda tem meu álbum no Flickr, que tenho desde o ano passado, se não me falha a memória biológica. Ele anda meio abandonado, porém em breve receberá novas fotos.

      Pessoas chegaram, pessoas já foram, pessoas ainda estão presentes. A freqüência de contato, o tipo de conversa, coisas inusitadas. Tudo faz parte de mim.

19 outubro 2009

Años



El tiempo pasa,
Nos vamos poniendo viejos,
El amor no lo reflejo como ayer
En cada conversacion
Cada beso, cada abrazo,
Se impone siempre un pedazo de Razon

Pasan los años
Y como cambia lo que yo siento
Lo que ayer era amor
Se va volviendo otro sentimiento
Porque años atras
Tomar tu mano
Robarte un beso
Sin forzar un momento
Formaban parte de una verdad

El tiempo pasa
Nos vamos poniendo viejos
El amor no lo reflejo como ayer
En cada conversacion
Cada beso, cada abrazo
Se impone siempre un pedazo de Temor

Vamos viviendo
Viendo las horas que van muriendo
Las viejas discusiones
Se van perdiendo entre las razones
A todo dices que si
A nada digo que no
Para poder construir
Esa tremenda armonia
Que pone viejos los corazones



Años - Mercede Sosa

18 outubro 2009

Me deixa que agora eu tô de bobeira...

      Primeira semana de férias passada. Fiz tudo aquilo que esperava pra esses dias: nada!

      Planeijei algumas coisas, lavei o carro, joguei videogame, li e escutei música. Sabe como é, esses primeiros dias são de leseira toda da mente. E agora vai começar a segunda fase.

      Hora de colocar a cabeça para trabalhar, pois descanso demais atrofia os neurônios. Fazer umas fotos, bater perna por aí vendo a cidade, pedalar. Escrever melhor (não necessariamente mais), ler artigos/livros/abobrinhas para a monografia vindoura. E por saber que estou de férias, não vou exagerar.

      Ah, tenho que assistir filmes também. =D

      Daqui a pouco começa a corrida e vou torcer pro Rubinho ganhar e pro Button não terminar a prova. \o/

13 outubro 2009

Apagada as velinhas

      Contabilidade do aniversário: duas camisas de presente (adorei, Flor*), umas 50 cervejas, 4 kg de carne, uns 2 kg de frango e muita presepada no quintal de casa. Ah, obrigado a todos pelas mensagens de parabenização.

      Hoje, primeiro dia útil de férias e não fiz nada demais. Amanhã vou programa o que fazer nesses dias de vida mansa que vou ter pela frente. Estou aceitando sugestões (por favor, coisas baratas de se fazer. De preferência, de gratis).

      Já tenho programado algumas coisas. Pedalar, fotografar e começar a terminar minha monografia. O resto é vejo depois.

      Estou com preguiça de escrever e com sono. Então até mais.

12 outubro 2009

Lembrete a todos



      Chegou o dia mais aguardado do por todas as crianças. Dia de presente, de festinha, de comidas e bebidas. Dia de alegria.

      Hoje é também o dia que nasci, a 28 anos atrás
nessa bela cidade que é Aracaju. Então podem todos me desejar:



      Infelizmente esse ano não vou poder bancar uma farra como foram nos últimos dois aniversários, mas ainda assim devo juntar uns 3 gatos pingados aqui em casa para não deixar passar em branco. Caso alguem queira mandar presente, é só avisar que mando o email com endereço. Desde já agradeço os poucos minutos dispensados em ler esse textículo.



Deixa eu ir que a namorada tá aqui do lado reclamando...

11 outubro 2009

Eita, esqueci...

      ...de avisar que estou de férias desde sexta.

      Agora já está dado o recado. =D


08 outubro 2009

Parabéns pra ti!



      Minha crise financeira mundial ainda se encontra muito presente, mas isso não me impede de gastar alguns minutos (lembrem-se que tempo é dinheiro) para fazer uma pequena homenagem a uma grande amiga.

      Belle, feliz aniversário pra tu e muitas felicidades. Tudo bem que você não me convidou para sua festa (como fez ano passado com aquele convite bacana), mas nem por isso vou desprestigiar essa data.

      Pra finalizar, uma frase daquele que antes lhe amendrontava e hoje lha faz companhia toda noite:


"Não fazemos amigos, reconhecemo-os."

07 outubro 2009

Esplendor


"Só falta agora o teu sorriso
Um aviso
Que a luz do sol está por vir"

05 outubro 2009

No olho do furacão...


Cimento
      As coisas não andam fáceis do lado de cá da conexão. Já reclamei muito que o ano de 2009 anda sendo catastrófico para a minha pessoa nos mais diversos aspectos e um detalha ainda me incomoda bastante: o ano ainda não acabou.

      Não sou, de forma alguma, pessimista ou me acho derrotado. Até costumo ajudar as pessoas mais próximas a se sentirem melhor, sou bom nessa coisa de dar o ombro pra alguém se confortar. Mas são tantas coisas chatas acontecendo em sequência que perco até o ânimo.

      E aquele deveria ser meu porto seguro, ultimamente, não tem estado muito.... seguro. Tudo bem que ele não foi imaginado levando-se em conta o tsunami causado por um terremoto de 9 pontos na escala Richter que passou por aqui, só que sempre achamos que um porto seguro vai nos abrigar e nos ajudar qualquer que seja a situação.

      Talvez as fundaçoes fossem mais frágeis que o esperado ou ele tivesse sido construido errado. Não acredito nem em uma coisa, nem outra. Foi uma exceção, algo que não poderia ser previsto. E agora é hora de reconstruir um novo porto, para me sentir seguro novamente.

      Ainda estou estudando a melhor forma de colocar tudo no seu devido lugar. Se termino de derrubar o que sobrou e começo do zero; ou se aproveito as estruturas que restaram.

A ponte

03 outubro 2009

Cuidado



O que me tornei não sei
E o que fui se foi não vai voltar
Se me acovardei eu sei
Que me rendi ao pouco que sofri

Eu sinto a dor
De não ser melhor
Eu sinto só

Solidão
E se foi ruim
E não tem perdão
Ou reparação
Larga a mão de mim

Se eu sou frágil e tu és frágil
Vamos nos proteger
Quero ficar contigo
E para o nosso itinerário
É bom esclarecer
O bom é a gente junto

Ah! Eu quero você por perto
Como estão as flores dos insetos

E nestes dias ordinários
Vamos nos conhecer
Quero você comigo



Música: Frágil - Wado

02 outubro 2009

Antenado!



      TV. Algo que cada vez mais as pessoas usam cada vez menos. A internet (principalmente) vem tirando boa parte da "audiência" das emissoras. Sabe como é, na interweb você vê informação em tempo quase real; na teve tem que esperar até o próximo jornal...

      Para você assistir televisão é preciso que ela receba o sinal de vídeo de algum lugar. Para ver os canais, uma antena. E eis que ontem foi instalada a 5ª (!!!) antena de TV no telhado da minha casa. Acho que a ANATEL (quando resolver trabalhar) vai passar lá em casa para ter uma conversa com meu pai...

      Dado interessante: minha casa tem 4 aparelhos de televisão. Um só serve para jogar videogame (ela não tem nenhum cabo de antena!!). Os outros 3 quase não são ligados ao longo do dia, visto que só fica a empregada em casa. Isso aumenta ainda mais meus espanto de ver tanto metal em cima das telhas.

      Só vejo corrida de F1 e alguns jogos de futebol (da Seleção e do São Paulo) na teve. E nem quero saber do resto que passa nela. Desconheço os participantes do Big Brother. Só sei do povo da novela porque vejo alguns capítulos na casa da minha namorada. Descobri que o cenário do jornal nacional mudou depois de uns 15 dias. CQC é algo de outro mundo pra mim. Enfim, mantenho a distância adequada para manter minha higiene mental.

      Isso me faz constatar que:

1- Meu pai não sabe gastar o dinheiro dele. Se soubesse não precisava de tanta antena no telhado;

2- Entre antenas tipo "pizza", "espinha de peixe" e "poleiro", os passarinhos agradecem o direito de escolher.

      O que me deixa mais intrigado é que tanto a televisão do quarto do meu pai como a do quarto do meu irmão já são de alta de definição e ficam uma porcaria com essas antenas de baixa qualidade. Num jogo de futebol não se enxerga a bola, no jornal é complicado reconhecer o âncora. Muito melhor contratar um serviço de qualidade ou ficar vendo só filme em dvd. Mas como não sou eu quem vejo...

30 setembro 2009

Holding back the years

      Esse ano não tem sido nada bom para mim. Muitas coisas ruins, situações chatas e problemas de todos so tipos. De tanto que isso anda acontecendo, fico com saudades de 2007.

      Meu 2007 começou, na verdade, no final de 2006. Nessa época tudo era diferente. Qualquer coisa que eu pensava em fazer dava certo, eu tinha dinheiro suficiente pra não me preocupar com nada, estava entregando o projeto da minha monografia, fiz algumas viagens bem legais durante todo o ano e ainda me sobrava disposição para as farras com os amigos. A única coisa chata era que eu não tinha uma namorada (mas consegui suprir essa lacuna).

      Em 2007 eu bati várias fotos legais. Tinha alegria e vontade para isso. Não saia de casa sem minha câmera (na verdade foram duas: uma foi roubada, depois comprei outra) pois sabia que a qualquer momento eu teria uma foto para fazer. Também fui para várias festas legais, com pessoas bacanas. Viajei pra Feira de Santana, Minas Gerais (duas vezes), Recife, Salvador. Bebi e bebi bastante coisa nova e que até hoje tenho saudades (gelatina de cachaça e a comida da Lau, principalmente).

      E se 2007 começou antes de primeiro de janeiro, também terminou depois do dia 31 de dezembro. Ainda em 2008 teve o Conebio extraordinário aqui em Aracaju e finalmente terminou no carnaval em Recife/Olinda. Alguns poucos contratempos aconteceram: roubo da câmera, atraso de salário, tornozelo torcido... Porém nada tirava meu bom humor.

      Só que um dia o ano tinha que acabar.

      E acabou.

Is the end of the world as we know it!!

29 setembro 2009

Mad world...



All around me are familiar faces
Worn out places
Worn out faces
Bright and early for the daily races
Going no where
Going no where
Their tears are filling up their glasses
No expression
No expression
Hide my head I wanna drown my sorrow
No tomorrow
No tomorrow
And I find it kind of funny
I find it kind of sad
The dreams in which I’m dying are the best I’ve ever had
I find it hard to tell you
I find it hard to take
When people run in circles its a very very
Mad world
Mad world

Children waiting for the day they feel good
Happy birthday
Happy birthday
And I feel the way that every child should
Sit and listen
Sit and listen
Went to school and I was very nervous
No one knew me
No one knew me
Hello teacher tell me what’s my lesson
Look right through me
Look right through me
And I find it kind of funny
I find it kind of sad
The dreams in which I’m dying are the best I’ve ever had
I find it hard to tell you
I find it hard to take
When people run in circles its a very very
Mad world
Mad world
Enlarging your world
Mad world


Para quem preferir, tem também a versão do Tears for fears no youtube.

Noite escura

      Meu ano anda bem assim: um breu só.


      Por sorte eu tenho uma luz pra me ajudar a caminhar pela escuridão...

24 setembro 2009

Nem o Ramirão sobreviveu...

      A única certeza na vida é a morte. E eu encaro a morte de um forma bem particular.

      Além da questão da proximidade que tinha com quem faleceu, levo muito em consideração o que ela tinha feito (e ainda poderia fazer) para o bem de todos. Não gosto de velórios e enterros, prefiro guardar comigo a imagem de alguém vivendo a vida que de um corpo dentro de um caixão.

      Ontem, no trabalho, recebi a notícia que meu ex-professor de geografia da época do colégio faleceu, após tentar curar um câncer de intestino por dois anos. E isso me deixou profudamente triste, porque ele era o tipo de pessoa que deveria ser imortal. Não falo aqui nas lembranças que ele deixou em todos que foram seus alunos, falo no sentido literal: pessoas como ele não deveriam morrer. Acredito que assim a humanidade seria muito melhor.

      Conheci Tio Ramiro (chamava ele assim sempre) muito antes dele ser meu professor, pois meu irmão mais velho estudava com o filho dele. Eu ainda era do ensino fudamental mas já escutava as histórias pela boca do meu irmão: "Ele é durão"; "Você vai se dar mal quando chegar à 5ª e tiver aula de geografia"; "Ele manda metade da turma pra secretária na primeira semana de aula". Tudo isso foi criando um aura de carrasco e professor casca grossa, daquelas que a gente odéia até sair do colégio.

      Então chegou a minha vez de começar a estudar no ginásio (5ª série) e ter aulas de geografia com o Ramiro. Logo na primeira aula, ele olhou pra mim é mandou um "Te conheço, viu?" a queima roupa. Pensei que ali estaria a realização dos meus temores. Mas o que veio depois disso foi uma aula de como ser uma pessoa. Em todos os sentidos.

      Ao longo de vários anos ele me mostrou que ali na minha frente não se encontrava apenas um mero repetidor de livros, mas um mestre que aprendeu, sobretudo, com a vida. Me ensinou que a geografia não é somente mapas e capitais, é uma forma de entender a ocupação de espaços naturais pelo homem. E como tudo que envolve o ser humano, tem sérias consequências para o meio ambiente.

      Ele também me mostrou que professores são seres humanos e por isso mesmo, erram. Quando errou, ele foi o primeiro a admitir e pedir desculpas pelo que causou. Isso só acontece com as pessoas que tem caráter e o dele era infinito.

      Depois de algum tempo ele se mostrou uma grande pai para mim (e para todos), daqueles que ensinam e que cobram. E sempre agradeci a ele por ter passado no vestibular de Biologia da UFS. Se não fosse pelo gosto que ele me fez ter por Geografia eu não teria acertado 73 dos 75 itens das 3 provas do PSS.

      Tio Ramiro tinha o riso fácil. E percebeu antes de mim que eu tinha alguma coisa a mais com a geografia. Fico para sempre com as lembranças das nossas competições para ver quem terminava primeiro os exercícios de geografia no 3° ano. Eu sempre ganhava (até porque ele era interrompido para tirar dúvidas dos outros alunos).

      De tanto que ele era querido, foi feita uma adaptação de uma música de Luiz Gonzaga para ele que, de certa forma, tem um pouco haver com o momento.


"Não posso respirar, não posso mais nadar
A terra tá morrendo, não dá mais pra plantar
Se planta não nasce se nasce não dá
Até pinga da boa é difícil de encontrar
Cadê a flor que estava ali?
Poluição comeu.
E o peixe que é do mar?
Poluição comeu
E o verde onde que está ?
Poluição comeu
Nem o Ramirão sobreviveu
"

21 setembro 2009

Só pra garantir esse refrão...

      Vez enquando bate aquele vácuo criativo, sabe. Nada legal pra escrever, nenhum fato relevante para registrar.

      Poderia falar do trabalho. Só que lá a coisa anda muito parada. Nem uma confusão, nenhuma tragédia, nenhuma fofoca. Nadinha.

      A um bom tempo que não encontro com meus amigos mais próximos. Sabe aquelas reuniões bacanas num dia qualquer da semana, regada a cerveja, truco e tiração de sarro? Não lembro a última vez que fiz isso.

      Os passeios de bicicletas rarearam, agora só uma vez ou outra. E mesmo assim a meia boca, pois anda difícil encontrar parceria pra isso.

      Minha câmera tá desaprendendo a fazer fotos. Ela conhece mais a aranha do guarda roupa que a luz do dia. A culpa é toda minha, eu sei. Reclamações, por favor, nos comentários.

      Poderia falar do namoro. Mas quanto a isso prefiro não falar.

      Poderia reclamar mais uma vez da minha crise financeira e da campanha de arrecadação de dinheiro para a minha pessoa em forma de presente de aniversário. Mas faço isso outra hora.



19 setembro 2009

Pendurado na parede...

      ... eu tinha um mural de fotos. Eu mesmo o fiz, de cortiça e bambu, para colocar as fotos que pouco a pouco eu revelava.

      Fotos essas de pessoas e lugares que me eram estimadas. O fiz com toda a alegria de poder ver (e mostrar) quem me fazia feliz. Mas algo tinha saído errado, porque junto a esse mural veio uma maldição. A cada foto de pessoa que eu colocava, algo me fazia perder laços com a pessoa. Cada foto que colocava de um lugar, eu nunca mais retornava a ele.

      Aos poucos fui deixando o mural de lado. Não limpava as bordas, não mudava as fotos. Já até não olhava mais pra ele.

      Então que, do nada, ele caiu da parede. Já passaram mais de 2 anos com ele na parede e as únicas vezes que ele chegou a cair foi quando meu irmão o derrubou. Porém hoje foi diferente. Ele estava parado, ninguém por perto, nenhum vento. E ele se jogou. Como quem se suicida por não aguentar mais carregar o próprio fardo.

      Entendi o pedido dele. Retirei todas as fotos e o desmanchei. Está lá no lixo, esperando sua hora de partir. Para onde vai eu não sei, só espero que tenha o fim que ele desejou.

The world is spinning round slowly...



      ... e pode acreditar: tudo que vai, um dia volta.



      Não adianta correr para fugir. Nem se esconder e ficar.

Altas emoções!!



      Não tem muito o que fazer esse final de semana? A programação está vazia? Então fica a recomendação: gaste uns trocados pra ver Up - Altas aventuras e volte pra casa pelo menos 50% mais feliz.

      Não sei sairam cópias legendadas aqui no Brasil, mas a dublada é boa de qualquer jeito. Enjoy it!


16 setembro 2009

Manhã de um dia de chuva qualquer

      "Fazia tempo que os dias andavam chuvosos e melancólicos. Parecia que aquele céu de chumbo bloqueava a vida real, restando somente pensar em tudo que já tinha passado.

      Na manhã de hoje o tempo estava mais frio e a luz que entrava da janela, mais pálida, mais sombria. Alguns pássaros cantavam escondidos sob as telhas molhadas, como que alertando: "não saia da sua cama, ela é o melhor lugar do mundo hoje". E passarinho sabe das coisas, já voou muito por aí e viu o mundo de onde só eles podem ver. Mas o mundo do homem é diferente e não lhe deixa viver uma só melancolia.

      Levantou e foi enganar o estômago. Pegou uma maça e colocou a água para esquentar. Um chá quente ia fazer se sentir melhor. A cozinha estava escura, sem cor e sem vida. Depois de tudo pronto, abriu a porta que dava no quintal e foi recebido por um sopro gélido. Daqueles que gelam até o coração. Rapidamente tomou um gole de chá, como quem tenta manter o coração batendo. Foi em vão, a tristeza se apossou dos seus pensamentos.

      Nada mais lhe restava que não fosse sofrer pelo que já tinha sofrido embaixo de um coberto, ouvindo a chuva cair. E já que era para fazer isso, que fosse bem feito. Colocou umas músicas para tocar, pegou papel, caneta, o que lhe sobrou de alegria e começou a escrever.

      Então o céu desabou em forma de água e levou suas idéias. Sobrou somente, e tão somente, o vazio de um dia de chuva. E lembrou do conselho do passarinho...

14 setembro 2009

Não compre @DellnoBrasil



      Nunca fui um ativista muito ferrenho de nada, nem tenho o costume de ser um usuário que dá retorno sobre um produto ao fabricante. Ou você alguma vez já ligou pra Tio João e falou que o arroz deles estava ficando com cara de papa?

      Mas eis que, depois de mais de 2 anos de convívio complicado, venho eu fazer um comentário (infelizmente negativo) de um produto comprado por mim. Meu notebook.

      Era meio do ano de 2007 eu tinha resolvido levar meu computador pro quarto. Como divido esse espaço com eu irmão mais novo e não temos lugar pra colocar mais nada lá, decidi que era hora de aposentar meu velho desktop. Entre idas e vinda, desmanches e atualizações, meu velho frankstein já tinha 6 anos de uso. Como já tinha um bom dinheiro guardado, resolvi partir para um notebook.

      Eu sou uma pessoa muito cuidadosa com meu dinheiro e por isso gosto de pesquisar bastante antes de comprar algo que custe mais de 50 reais, quem dirá algo que poderia custar mais de 2000. Como tenho um bom conhecimento sobre produtos de informática de uso pessoa (a parte tocante a área empresarial me foge o conhecimento) devido a muitos anos de trabalho, fui pesquisar produtos de marcas conhecidas. De antemão tirei Sony e Apple da lista, devido ao preço. Queria um produto de qualidade, mas não tinha tanto dinheiro assim. Descartei Acer e Toshiba porque não encontrei relatos de assistência técnica no brasil, só produtos importados por conta do vendedor. Sobraram Lenovo (IBM), HP e Dell.

      Não curto o designer muito sóbrio e clássico dos Lenovo. Procurando entre ofertas de HP e Dell acabei ficando com a segunda, pois encontrei uma configuração que atendia a minhas expectativas por um preço razoável. O modelo escolhido foi uma Latitude 131l, com processador Turion. Vakor pago? 2400 reais, com o frete.

      Pouco mais de um mês, o primeiro problema. Quando fechava a tela do notebook a mesma não desligava. Lá vou eu ter que ligar pra assitência técnica e agendar uma visita. Depois de muitas idas e vinda do técnico (e de ter trocado quase toda a estrutura do notebook) o problema parou. Por dois meses. Até hoje é assim: se eu baixar a tela, ela fica acessa, exceto se colocar um pesso razoável sobre a dobra que aciona o sensor de desligamento da tela.

      E esse não foi o único problema. Pouco antes da garantia de um ano acabar, a bateria começou a dar problemas. A troca foi efetuada na garantia, mas a pouco mais de 15 dias a bateria nova também começou a dar problemas. O detalhe é que praticamente não as usei, o notebook trabalhou 99% do tempo até hoje na mesma tomada do quarto.

      Ultimamente ele resolveu se desligar sozinho vez por outra. Sabe de uma coisa? Estou de saco cheio. Se alguém me perguntar já fica o recado: Não compre DELL no Brasil.



PS: Procurando por relatos de problemas com a Dell, encontrei isso aqui.

13 setembro 2009

Palavras do coração



São sorrisos largos
Lagos repletos de azul
Os corações atentos
Ventos do sul
São visões abertas
Certas despertas pra luz
A emoção alerta
Que nos conduz

Sonhos aventuras
Juras promessas
Dessas que um dia acontecerão
Você me daria a mão?
Todos estes versos soltos dispersos
No meu novo universo serão
Palavras do coração


Os artifícios
Vícios deixando de ser
Os velhos compromissos
Pra esquecer
São pontos de vista
Uma conquista comum
O mesmo pé na estrada
De cada um

Sonhos aventuras
Juras promessas
Dessas que um dia acontecerão
Você me daria a mão?
Todos estes versos soltos dispersos
No meu novo universo serão
Palavras do coração.


Sinais de fumaça


"Onde há fumaça, há fogo".

      No geral ditados populares são bem verdadeiros e diretos, por isso mesmo gosto de seguir seus ensinamentos. Pela quantidade de fumaça que anda me sufocando, o incêncio é enorme.

      Saber onde o fogo começou seria algo importante, pois evitaria que outros focos surgissem. Mas pela área atiginda, isso agora fica em segundo plano sendo mais importante é conter as chamas. E haja água para dar conta.

      Ainda me pergunto se a culpa é minha por não ter visto tudo começar ou se estou isento de responsibilidade devido a mata verde e densa que cercava onde tudo dever ter tido início. Isso é, definitivamente, algo que me incomoda.

      Depois de tudo destruído pelo fogo, fica a esperança de ressurgir vida das cinzas. Demora, dá trabalho e não há certeza de que vá acontecer.

      Mas é o que espero.

07 setembro 2009

O fim da vida como a conheço...



      Foram somente 15 dias. Para quem está perto de completar 28 anos, isso é uma gota comparada a uma piscina. Mas não estaria enganado se disser que foram os 15 dias mais tensos e estranhos da minha vida.

      Tudo começou de uma forma inesperada. Um pedaço de papel, algumas letras e números, várias dúvidas e poucas certezas. E um frio na barriga que acompanha a descoberta de algo completamente novo. Alegria, nervosismo, medo, preocupação. Tudo junto, ao mesmo tempo. Ainda assim, algo que salvaria esse ano que anda sendo cruel comigo. Só que o destino é pode ser doloroso, restanto somento o tempo como remédio.

      E os dias foram passando e as idéias se acertando dentro da minha cabeça. O futuro era incerto. A alegria começava a tomar conta. E então que veio o primeiro golpe.

      Sangue. Aquele que é considerado o fluido essencial da vida veio como um aviso. Todo cuidado possível foi tomado. O importante era preservar quem não podia se defender. Veio o segundo golpe e desse não houve como escapar.

      Tudo isso me fez lembrar da frase que dá título a esse texto. Ela vem do filme PS: Eu te amo. Quando nos encontramos com alguém especial, nossa vida muda para sempre.

      E em 15 dias minha vida mudou muito. Para sempre.