21 julho 2011

Inverno na alma

      A noite tenho sentido frio. Um frio que não é normal por aqui. Não sei se é o frio que vem de fora ou se é o inverno do meu coração. Parece o frio de quando estive perto de você sem, no entanto, te encontrar. Tenho certeza que nenhum frio seria igual ao frio que te toca quando faz frio.

      Esses dias tenho estado distante, fechado, doente. Entre causas e culpados, não se salva nem o passarinho que canta todo dia na minha janela. Ele não precisa esfregar a felicidade e liberdade a plenos pulmões antes da 7h da manhã. Me deixa ao menos pensar nos meus problemas em paz.

      Há o peso na balança. Há o peso dos fatos, dos atos. E há o insuportável peso dos dias passando. Quando penso no peso que terei carregado quando todos os dias passarem me pego desistindo. Do peso. Do tempo. Do mundo.

3 comentários:

Thamires Figueiredo disse...

Como diz Hitler: "Não se pode viver verdadeiramente e desistir do que dá significado e propósito a uma vida inteira." Melhoras, meu bem.

jessielle fagundes fonseca fonseca disse...

os dias passam
e com eles vem a confirmação do q aget não que confirmar
enxergar etc

Akemi de Queiroz Sakaguchi disse...

Me acho em suas palavras. As vezes só muda o coração, mas esse frio quase todo mundo sente, eu tb sinto.