28 junho 2011

Chegada. Mudança. Partida.


      Lá fora a tarde se vai, maquiada de espessas nuvens brancas. Um pássaro voa pra lá, uma pessoa caminha sozinha pela rua. O sol já se escondeu, não sei se por timidez ou por vergonha. Nada de pôr do sol hoje. Parece metáfora do que se passou do dia antes da hora em que não haverá pôr do sol.

      Mais uma vez o dia prometia ser especial. Anúncio de frio ao longo do dia, andar sozinho por uma cidade praticamente desconhecida, conhecer pessoas e lugares. Isso tudo gera expectativa, esse tempero da imaginação. Arrumei minhas coisas com antecedência, dormi mais que a média dos últimos dias para acabar não cansando antes da hora e levantei cedo para não me atrasar.

      Café da manhã, banho, rua. Daqui até o começo do passeio não dá nem 10 minutos a pé. Pode parecer pouco, mas foi nesse espaço de tempo que meu dia se estragou, me levando a simplesmente pensar em voltar mais cedo pra casa. Pra minha casa, a alguns milhares de quilometro de onde escrevo. Depois de caminhar um pouco por entre árvores e prédios, vi que isso de desistir era besteira. Mas a chateação e a tristeza ainda estão presente.

      Não esperava que tudo saísse como eu planejei. Isso seria sorte demais pra uma única pessoa. Mas quando algo repetidamente dá errado pode ser um sinal de que mudanças são necessárias, mesmo que tardiamente.

Um comentário:

jessielle fagundes fonseca fonseca disse...

Tem um selo pra vc
Espero que goste
http://jessiellefagundesfonseca.blogspot.com/