09 maio 2010

Vanilla Sky

      "Uma noite comum. Tinha tudo para ser uma noite comum. Mas noites comuns eram para pessoas assim... comuns. E nós nunca fomos dessas.
      Era pra ser um filme comun. Desses que se vê normalmente. Mas esse não era um filme comum. Era daqueles que dão problema e não conseguimos terminar de assistir. Então resolvemos conversar.
      Era pra ser uma conversa normal. Dessas que duas pessoas conversam sem pensar. Mas conversas normais não são com a gente. Conversa vai, conversa vem, resolvemos escutar música.
      Eram pra serem músicas normais. Dessas que as pessoas escutam o tempo todo, mas as músicas só são normais para pessoas normais. E nós não somos assim... normais. E as músicas foram tomando conta da gente.
      No mesmo chão onde morri, eu renasci. Com todo ardor que a vida é capaz, os momentos foram se desenrolando para logo depois se encaixarem. Pernas, braços, mãos, bocas. Uma profusão de sensações, perfumadas de baunilha. Fomos até onde nossa vontade permitiu, e ela não era pouca. Fomos até onde nossos desejos alcançaram, e eles foram longe. E nem de perto chegamos onde poderíamos chegar.
      Entre uma canção e outra, entre um momento e outro, fomos no permitindo, fomos nos contendo. E lembro de uma refrão: "What's simples is true". Sejamos simples para que sejamos, sempre, verdadeiros..."

2 comentários:

Marilia disse...

hmmm... A noite foi boa, né?
kkkkkk Mas enfim, texto bem escrito. Gostei muito!

Taísa disse...

Mas a noite foi boa, né? [2] Muito boa, pelo visto... ;)
Tô com saudadeeeeee!